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Resenha: O Teorema Katherine

Foto por: Melina Souza

Após seu mais recente e traumático pé na bunda – o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine – Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.
Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.

Como a maioria das pessoas que leu A Culpa é das Estrelas, fiquei curiosa para ler mais do autor. Embora o primeiro livro não tenha me levado às lágrimas – diferente de muitos – pelo menos foi uma leitura rápida e muito gostosa, que pude recomendar a todos. Então, aproveitei que a Intrínseca estava lançando O Teorema Katherine, e decidi partir para o que deveria ser uma ótima leitura. Infelizmente, talvez minhas expectativas estivessem muito altas.
Não, O Teorema Katherine não é de jeito nenhum um livro ruim. Mas, tampouco é o livro genial que ACEDE foi. Embora os personagens sejam interessantes, nenhum deles é tão cativante quanto os do primeiro. Colin, o protagonista, pode chegar a ser um pouco irritante, inclusive. 
Os capítulos se intercalam entre o presente – após o último fora que Colin levou de K-19 – e lembranças do passado dele com todas as outras Katherines. Muitas dessas histórias porém, poderiam facilmente ser tiradas. Sim, elas dão a noção de quanto Colin é ruim para relacionamentos, mas não fariam falta se não estivessem ali tampouco. A histórias das principais Katherine seriam o suficiente, em minha opinião. 
Os cálculos também são uma parte bastante importante da história, uma vez que Colin é um menino prodígio e está tentando colocar a tendência dos relacionamentos em uma fórmula que poderá prever não apenas quando um relacionamento irá terminar, mas também quem do casal irá terminá-lo. Para explicar os cálculos, o autor recorre a diversas notas de rodapé, que por vezes se misturam com as notas de tradução e desviam o foco da história principal. Aliás, há um apêndice no final para explicar a matemática aplicada no livro. Não é que você precise entender matemática para entender o livro, mas entender o funcionamento do Teorema, ajuda a compreender o caminho que o personagem está tomando, então as notas te deixaram no mínimo curioso. 
O cenário principal é o Texas, que como retratado anteriormente em diversos filmes, é um estado quente e com um estilo mais “interior”. Os personagens têm até sotaque! Achei bem legal, embora pareça um pouco forçado quando traduzido. 
O romance é um pouco óbvio, mas não chega a ser exatamente forçado. Confesso que não me fez suspirar ou ansiar, mas tampouco me fez torcer o nariz. Ficou na média, como todo o resto. 
Por fim, não posso deixar de comentar que a tradutora fez um excelente trabalho com este livro, especialmente visto que Colin também tem o talento de anagramatizar e que tal tarefa não foi simples, pois não basta uma mera tradução. Em casos como esse, o tradutor tem que recriar, mantendo o sentido fiel ao original, o que pode se revelar um trabalho e tanto para ele, mas fiquei bastante satisfeita neste quesito. 
Então a dúvida que fica é a seguinte: John Green é tão genial quanto dizem, ou teve apenas uma história de sorte? Pretendo ler outro livro dele para tirar essa dúvida o mais rápido possível. Então, em resumo, este livro pode decepcionar como primeiro contato, se você ouviu mil e uma maravilhas sobre o autor. E, se você já o conhece, talvez seja melhor mergulhar sem expectativas, assim você só poderá ter a ganhar.

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3 comentários
  • Calça de flor
    setembro 22, 2013

    A minha intenção inicial era comprar acede, mas não tinha aí acabei comprando teorema. Confesso que achei o livro chato e várias vezes pensei em largá-lo, mas a parte final me surpreendeu e achei que fez valer a pena. Achei que surpreendeu bastante, o romance já era esperado, mas a traição e todo o resto me surpreenderam demais. Adorei o livro e indico muito 🙂
    Beijão, adoro suas resenhas.
    calcadeflor.blogspot.com.br

  • Marijleite
    setembro 21, 2013

    A cada resenha que vejo eu fico mais louca pra ler esse livro, mesmo que os comentários de quem já tenha lido não sejam só elogios, talvez porque eu ame muito matemática.
    Gostei da sua resenha. Quero ler os outro livros do john Green, acho que não só "A Culpa é das Estrelas" foi um livro bom como os outros também podem ser, é só a gente não criar tantas expectativas.

    petalasdeliberdade.blogspot.com

  • Camila
    setembro 18, 2013

    Esse livro é um dos meus desejados 🙂

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