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Resenha: Antes que eu vá

Samantha Kingston tem tudo: o namorado mais cobiçado do universo, três amigas fantásticas e todos os privilégios do Thomas Jefferson, o colégio que freqüenta – da melhor mesa do refeitório à vaga mais bem-posicionada do estacionamento.Aquela sexta-feira, 12 de fevereiro, deveria ser apenas mais um dia de sua vida mágica e perfeita. Em vez disso, acaba sendo o último. Mas ela ganha uma segunda chance. Sete ‘segundas chances’, na verdade. E, ao reviver aquele dia vezes seguidas, Samantha desvenda o mistério que envolve sua morte – descobrindo, enfim, o verdadeiro valor de tudo que está prestes a perder.

Este livro foi uma surpresa maravilhosa. Quando vi a capa pela primeira vez, já fui conquistada e, somado à sinopse, imaginei um drama digno de ser adicionado à minha prateleira. Porém, o que encontrei foi totalmente diferente e infinitamente melhor!

A princípio, tudo o que você poderá notar é uma adolescente fútil que vive em seu globo de cristal onde tudo é perfeito. Lauren Oliver passa com excelência pela voz de uma adolescente, abordando temas realmente condizentes a este período. As ditas superficialidades, porém, começam a mudar aos poucos, após a morte de Sam, conforme ela fica presa e passa a reviver seu último dia.

O livro é dividido em apenas sete partes (sem capítulos mesmo), cada uma representando uma das sete vezes que Sam reviveu seu último dia, algo que achei interessante e original. Também gosto da forma como a história passa pela confusão e raiva que a adolescente sente após morrer, passando pela tristeza até finalmente chegar a entender o real sentido de tudo aquilo. Ela se vê presa em um loop eterno, vivendo o seu último dia e percebendo, a cada vez, como cada pequeno ato pode levar a algo totalmente inesperado. As descobertas que faz, as coisas que entende e o caminho que trilha é fascinante e faz com que o leitor torça ardentemente para que ela encontre uma brecha que a permita seguir com sua vida.

Além disso, o tema bullying é tratado de forma sensível e bilateral (abordando o lado da vítima e dos praticantes), que torna a história um chick-lit profundo, onde tudo é apresentado em quantidades muito bem dosadas. O resultado? Um livro com profundidade, e uma personagem com veracidade total. Aliás, gosto do fato de Sam não ser nada idealizada como heroína. Ela bebe, pratica bullying, paquera o professor… Mas, ainda assim, consegue ser uma pessoa boa, lá no fundo. O também aborda bastante essa questão, sobre as pessoas não serem essencialmente boas ou más.

Então, minha opinião? Esta é uma história intensa, tocante e profunda, narrada de forma leve, descontraída e apaixonante. Totalmente recomendado e aprovado

O que estou querendo dizer é: talvez você possa se dar ao luxo de esperar. Talvez para você haja um amanhã. Talvez para você haja mil amanhãs, ou três mil, ou dez, tanto tempo que você pode se banhar nele, girar, deixar correr como moedas entre os seus dedos. Tanto tempo que você possa desperdiçar. Mas para alguns de nós só existe hoje. E a verdade é que nunca se sabe. (P. 205)

Avaliação:

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