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No que você está pensando?

“No que você está pensando?”. Essa é a primeira pergunta que leio ao abrir a página inicial do Facebook. Que perguntinha mais complexa para se responder logo de cara! Afinal, quantos pensamentos passam por nossa cabeça durante as 24 horas do dia?
Ao acordar eu poderia ter respondido ao Face que, caso eu encontrasse uma lâmpada mágica e um gênio me oferecesse três desejos, com certeza permanecer na cama seria um deles. Cochilar por mais eternos cinco minutinhos é o que todo mundo pensa quando o despertador enche o saco, digo, toca. Meu sono é como a zoeira: não tem limites. Às segundas-feiras é ainda pior por ser o começo de mais uma semana cheia de trabalhos, prazos e estresse. Quem acorda feliz, por favor, me passa a receita aí.
Três minutos depois meu pai já estava me chamando pela décima vez. Senti falta da manhã de domingo, quando acordei com sussurros e não gritos. Suspirei. Um “eu te amo” é bem melhor que “você está atrasada”, apesar de não estar. Ta bom, admito. Queria meu namorado por perto de novo #loveisintheair.
Uma hora mais tarde eu poderia responder ao Facebook que as lojas de São Vicente me deixaram decepcionada. “Como assim não encontrei um terninho por aqui?”, eu responderia à pergunta com outro questionamento (“somente um idiota responde uma pergunta com outra”, diria o Seu Madruga). Em resumo: acordei cedo para nada. Meu sono se sentiu ofendido.
Chego à minha mesa do estágio e começo a fazer o clipping. “Segunda-feira é o pior dia”, eu diria ao Facebook, cuja janela abri no modo anônimo. “Onde clico para o Photoshop fazer tudo por mim? #Fikdik para a galera da internet inventar um aplicativo mágico que facilite a vida dos estagiários”. Obrigada, de nada.
Olho para o relógio e já são 16h. Acabei de finalizar duas descrições literárias para a disciplina de Estudos da Linguagem. “Adivinha quem deixei tudo para a última hora? Mas como dizem… Antes tarde do que nunca.”, responderia ao Face.
Finalmente, chega minha hora de sair do estágio. “Kd aquele Big Mac com três hambúrgueres agora? #gordinha #fitnessnãomerepresenta – se sentindo esfomeada”, eu postaria se meu 3G não fosse tão lento. E ainda colaria o link da paródia “Tô sem sinal da Tim”. Essa me representa.
Algumas horas mais tarde, eu faria parte do grupo revolts das redes sociais. Não xingaria muito no Twitter porque agora ele não se importa com o que penso. “Gente que insiste no erro… Ninguém merece! #falomesmo”.
Quase no final da noite, meu pensamento se resumia a TPM que insiste em me fazer companhia. Quer dizer, ninguém merece terminar o dia de mal com quem mais ama. “Hoje tá fácil prazinimiga – se sentindo chateada”.
Já passa da meia-noite, mas para mim o dia só termina quando durmo. O relógio avisa que são mais de três da madrugada e até uma hora atrás eu não tinha ideia do tema desta crônica. Aí abro o Facebook e leio a frase que me acompanha todos os dias. Estava pensando em desistir. Agora…
“Juliana Duarte está se sentindo com inspiração”. Valeu, Markinho!

*Esta crônica foi escrita para um trabalho da faculdade. As meninas do grupo Julie de Batom no Whatsapp gostaram bastante e resolvi postar. Bom, está aí 🙂

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