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Diário de viagem: Cananeia, Ilha Comprida e Ilha do Cardoso (SP)

Diário de viagem: Cananeia, Ilha Comprida e Ilha do Cardoso

Meu presente de Natal este ano foi mais que especial: o Gui deu para nós dois uma viagem para Cananeia (SP). A cidade fica a mais ou menos três horas de São Vicente, onde moro, e fomos de carro. Saímos de casa no dia 26 de dezembro, bem cedinho, lá pelas 6h da manhã. Nem o sono atrapalhou nossa ansiedade. Ainda bem! Porque foi tudo tão gostoso que resolvi juntar as fotos e fazer o primeiro diário de viagem aqui no blog. Com vocês, #JuEGuiViajam edição Cananeia, Ilha Comprida e Ilha do Cardoso (SP)! Ah, alerta de post grande, viu?

Diário de viagem: Cananeia, Ilha Comprida e Ilha do Cardoso

  • CAMINHO DE IDA

A estrada foi bem tranquila e a gente deu sorte de não pegar trânsito. Fomos direto pela BR e alguns pontos eram cercados de muito verde. O céu estava maravilhoso, foi impossível não tirar fotos. Como vocês viram acima, poucos carros nos acompanhavam. Foi uma viagem bem calma e, apesar de três horas na estrada, o tempo até que passou rapidinho! O lado bom é que a maioria do caminho era seguir reto pela BR, mesmo. Só trocamos de via quando chegamos próximo à cidade.

Pousada Rhema - Cananeia

Foto: Guilherme Almeida

  • HOSPEDAGEM

Chegamos na cidade antes das 11h e, depois do problema para encontrar a pousada, finalmente estávamos lá! Nós procuramos onde iríamos nos hospedar pela internet, mesmo. Lemos alguns sites e blogs antes de decidir. Logo a primeira que escolhemos nos conquistou. Tivemos muita sorte de pegar um local com boa localização, bom serviço e tudo que se espera da hospedagem. Nós optamos pela Pousada Rhema (Rua Paulo de Almeida Gomes, 70 – Centro Histórico), que é bem pertinho do píer onde ficam os barcos e escunas para a Ilha do Cardoso. Além disso, está localizada próximo ao centro e usamos o carro para nada na cidade! Dava para fazer tudo a pé.

  • ILHA COMPRIDA

A cidade é bem simples e Cananeia em si não tem praia. Quem quer pegar sol e mar precisa se deslocar para as ilhas. No sábado (26), decidimos fazer uma rota mais simples, por isso decidimos ir para Ilha Comprida. Para isso, tivemos que pegar a balsa da Dersa. Lá há duas opções: automóvel (o preço depende do tipo) ou pedestre (gratuito). Eu nunca tinha usado balsa na vida, mesmo com uma tão perto de mim (Santos-Guarujá), então o passeio valeu muito a pena! Não pagamos nada para atravessar o mar e a viagem durou no máximo três minutos.

Praia Ilha Comprida - São Paulo

Foto: Guilherme Almeida

Depois da balsa, nós precisamos pegar um ônibus (R$2,50 por passageiro) que nos levaria para a praia. Chegando lá, a tranquilidade era divina, juro! A faixa de areia quase não tinha gente. Era super tranquilo e não tinha bagunça ou pessoas rondando as outras para roubar, etc. Tanto que deixamos nossa bolsa na areia e partimos para o mar. Ninguém mexeu nem chegou perto. Próximo também havia um guarda-vidas, o que nos fez sentir ainda mais seguros.

Para voltar, também pegamos o ônibus. Antes de atravessar a balsa, ficamos ali perto para curtir um restinho de mar junto com outros banhistas. Era bem perto do píer da balsa, em frente a uns quiosques. Achei a água lá mais limpa do que na praia em si. Além disso, não tinha ondas e dava para aproveitar tranquilamente. Voltamos para Cananeia por volta das 17h, pois o sol estava sumindo e parecia que ia chover.

Rua do Artesão - Cananeia

Foto: Guilherme Almeida

  • CENTRO HISTÓRICO

Assim que chegamos na pousada, aproveitamos para tomar banho e caímos no sono. Estávamos bem cansados da viagem e da praia. Acordamos por volta das 21h e saímos para conhecer a cidade. Nós já tínhamos combinado de passar o dia e tarde na praia para conhecer Cananeia no período da noite, assim dá para aproveitar tudo e dividir bem o tempo, né?

Da pousada para o centro era cerca de três minutos a pé. Lá nós achamos algumas lojinhas de artesanato e aproveitamos para comprar alguns presentes. Um lugar que adoramos foi a Rua do Artesão, cheia de quiosques onde as pessoas vendem seus trabalhos. O preço lá era mais em conta, então aproveitamos muito!

O artesanato da cidade é basicamente feito de madeira: barquinhos que lembram aqueles do píer, miniaturas de animais, chaveiros… Gostei muito da variedade! O Gui me deu uma coruja e eu comprei alguns presentes para meus pais. Achei o preço bem em conta, tanto que o mais caro que paguei foi R$ 10 em um colar.

Trem histórico - Cananeia

Depois nós voltamos para a Praça Martim Afonso e havia um trenzinho todo colorido por lá. De primeira, a gente só quis tirar foto por causa da decoração. Só depois descobrimos que ele fazia um rolê pela cidade por R$ 10. Gui e eu resolvemos ir e pegamos os últimos lugares. Foi tão legal! O guia contava vários fatos de Cananeia para nós. Os mais interessantes para mim foram: os vidros eram muito caros antigamente e o pessoal colocava por fora da janela para mostrar riqueza; as calçadas eram altas para facilitar a subir nos carros; a mansão enorme da cidade; as casas antigas. O passeio durou mais ou menos 45 minutos e valeu cada centavo investido!

Centro Histórico - Cananeia

  • ALIMENTAÇÃO

Na volta, a gente quis parar o passeio para comer. Se você vai para a cidade e não gosta de peixe e frutos do mar, talvez tenha dificuldade para encontrar lugares com opções diferentes. Em todos os restaurantes que nós fomos e tinha opção de lanche, ela estava indisponível. Como o Gui é vegetariano e eu não gosto de frutos do mar, o jeito era procurar alguma porção. Entre os locais citados pelo guia do trenzinho, acabamos descobrindo uma pizzaria e fomos comer lá. Achei o preço caro para a pizza (pedimos metade Portuguesa e metade Napolitana, que saiu R$ 38), pois era bem fina – tanto que só sobrou um pedaço. Mas ficamos bem cheios e satisfeitos. Na volta, passamos de novo pelo Centro Histórico e sentamos na praça Martim Afonso. Chegamos na pousada por volta de 00h30. O que mais me surpreendeu foi a tranquilidade de Cananeia. O dono da pousada até nos disse que lá não tinha assalto – e isso foi um alívio, já que levamos câmera, celulares, dinheiro…

Ah, e falando em dinheiro: a cidade conta com agências dos bancos Santander e Bradesco. Pelo que li na internet também há Banco do Brasil e Caixa, mas ambos ficam dentro da agência dos Correios. A maioria dos locais aceitam cartões, mas você precisa de grana para fazer os passeios de escuna/barco, por exemplo.

Pier - Cananeia

Foto: Guilherme Almeida

  • PASSEIO DE BARCO

No outro dia nós acordamos por volta das 7h com o destino certo: Ilha do Cardoso! Logo em frente a pousada já havia um posto de gasolina onde um quiosque vendia os passeios de escuna. O valor é R$ 30 por pessoa, contando ida e volta. Nós compramos nossas passagens e fomos para o píer esperar. Porém, como só nós dois estávamos à espera da escuna, o moço deixou a gente ir de barco.

O passeio prometia não só a travessia de Cananeia para a Ilha do Cardoso como, também, ver golfinhos. Eu estava morrendo de medo de enjoar no caminho, mas foi bem tranquilo. Gui e eu ficamos na frente e pegamos todo o vento. Foi uma delícia sentir o mar e a brisa balançar meus cabelos!

Ilha do Cardoso - Cananeia / passeio de barco

Fotos: Guilherme Almeida

Eu nunca tinha feito um passeio assim, nem pisado em um barco. A primeira vez foi emocionante! Para mim não houve parte mais gostosa que ver a natureza: todo aquele azul a minha volta, golfinhos nadando perto de nós e pássaros aproveitando o dia. Todo o medo que eu tinha de passar mal foi esquecido. Sério, foi uma sensação tão deliciosa que nem sei explicar. Só posso aconselhar: se tiverem chance de fazer um passeio assim, façam!

Ilha do Cardoso - Cananeia

Foto: Guilherme Almeida

  • ILHA DO CARDOSO

Chegamos na Ilha do Cardoso por volta das 10h. Nosso objetivo no local era fazer a trilha, então logo fomos nos informar sobre preços e horários. O espaço do pessoal que cuida do passeio fica logo em frente ao local onde os barcos param, então é fácil achar. Conversamos com o guia e ele disse que era R$ 15 por pessoa caso preenchesse o número de 12 interessados. Se não, seria necessário dividir R$ 180 (valor que é pago ao guia) por aqueles que fossem participar. A trilha começaria às 11h, então tivemos tempo para curtir a praia um pouquinho.

A água é bem limpinha: para mim, foi a melhor de todas. As ondas só apareciam quando algum barco passava por lá. Achei o mar bem gostoso e ideal para levar a família. Além disso, a faixa de areia é bem tranquila. Só precisa tomar cuidado porque de vez em quando alguns caranguejos filhotes fazem buracos na areia e se escondem lá! haha. Em uma dessas, eles podem te surpreender e até assustar enquanto faz uma caminhada.

Ah, outro ponto forte: Gui e eu estávamos no mar quando, de repente, um pessoal começou a olhar em uma direção só. Nesse local havia um grupo de pessoas e, pasmem, dois golfinhos bem próximos! E o grupo nem estava em alto mar, pois a água mal chegava ao pescoço. Nós só não avançamos porque eu fiquei com receio. Quando o Gui pegou a câmera para tirar fotos, os golfinhos se sentiram receosos e foram embora. Era muito público para eles!

Depois do banho de mar, nós encontramos um chuveiro que fica próximo a um barzinho. Tomamos um banho para tirar o sal e vestimos uma roupa para a trilha. É importante levar protetor solar, repelente, tênis e peças confortáveis. No começo eu estava com a parte de cima do biquíni e um short, depois vesti uma blusa.

Aproveitamos o bar em frente e compramos três garrafinhas de água. O calor e o sol estavam demais, então prezamos por hidratação. O guia nos disse que eram 4km de caminhada na ida e mais 4km na volta. Não dá para se jogar nessa sem água, né?

Trilha Ilha do Cardoso - Cananeia

Fotos: Guilherme Almeida

  • TRILHA PARA POÇO DAS ANTAS

A trilha começou às 11h em ponto. Nós tínhamos um guia que nos explicava o caminho, os perigos, o que era e para que servia cada árvore, vegetação, enfim. Além do Gui e eu, havia mais um grupo de turistas, sendo que dois eram da Suíça. O pessoal já era mais engajado em fazer trilhas, então acabamos ficando por último, mesmo.

A caminhada foi longa, com muita mata atlântica ao redor. Em alguns trechos, o caminho era muito estreito. O guia nos alertava para presença de formigas, aranhas ou cobras. Se eu morri de medo? Magina, nem um pouco (olha a ironia! haha). Houve um momento que me deu um pavor tão grande que até chorei. Juro, só se joga nessa se você for com algum conhecido ou tiver vontade de conhecer, porque não é fácil. Há trechos com formigas que vão te machucar, há trechos com possibilidade de encontrar serpentes e aranhas, há trechos de muitos troncos que você pode escorregar… É bem gostoso quando você chega ao final, então para mim valeu a pena todo o medo. Por sorte, o Gui estava comigo para segurar minha mão, mas para ir sem um conhecido ou amigo eu não me arriscaria.

Trilha Poço das Antas - Ilha do Cardoso - Cananeia

O objetivo e ponto final da trilha é o Poço das Antas, uma piscina natural no meio da Mata Atlântica. A água é bem gelada, já que quase não entra sol. Há vários peixes por lá e pouca parte rasa, tanto que um pouco depois do meio a água não dá pé, ou seja, você precisa saber nadar – algo que não sei, haha. Justamente por isso eu não entrei, fiquei sentada em um banquinho e aproveitei para comer Ruffles e bolacha. Ainda bem que um dos gringos não entrou, assim tive companhia.

Nós chegamos no destino por volta das 13h. São quase duas horas de caminhada só para ir! Nós ficamos parados no Poço das Antas por uns 50 minutos, depois precisamos voltar. O guia nos levou de volta pelo mesmo caminho e novamente precisamos enfrentar nossos medos – mas dessa vez foi pior porque havia mais subidas e nossos tênis já estavam encharcados! haha.

Trilha Ilha do Cardoso - Cananeia

Chegamos na praia por volta das 16h e nossos tênis estavam imundos. Na foto eles estão até limpos porque nós lavamos lá no Poço das Antas. Mas acreditem: a situação era pior. Tinha lama e formiga até na meia! Aprendam com meu erro e nunca façam uma trilha de All Star branco. Tem macha no sapato até hoje, gente! haha.

Voltamos para o chuveiro, tiramos a lama do corpo e fomos para o mar. Ficamos por volta de uma hora na praia, até que o tempo começou a virar. Nós resolvemos voltar para não correr riscos e pegamos um barco. A chuva deu as caras assim que chegamos ao píer em Cananeia. Corremos para a pousada, tomamos um banho e descansamos. Lá pelas 20h30 a gente saiu para comer e descobrimos um restaurante muito bom, logo ao lado de onde estávamos. O nome é Restaurante Beira-Mar (fica em frente ao píer) e o prato comercial custa R$ 15. Valeu muito a pena porque vem arroz, feijão, salada, farofa e a mistura que você escolher (carne, frango ou peixe). Comemos muito!

Depois demos uma volta no Centro Histórico. A chuva estava bem fraquinha, mas mesmo assim atrapalhava um pouco. Voltamos para a pousada por volta das 22h e ficamos assistindo Fantástico, mesmo. Estávamos hiper cansados então caímos logo no sono.

  • CAMINHO DE VOLTA

No outro dia, a gente acordou por volta das 8h e fomos ao supermercado comprar algumas coisinhas para comer no caminho de volta. Nosso check-out era ao meio-dia, então aproveitamos a manhã para dar uma última volta na cidade. Compramos algumas lembrancinhas que faltavam e voltamos para o quarto, lá fizemos as malas e saímos do local por volta das 11h30.

No caminho, paramos no primeiro Graal que encontramos para almoçar. A comida é por quilo e o preço é bem acima do normal, mas era a única opção. Também comemos um bolo maravilhoso de amendoim que até hoje sinto saudades! haha. Enfim, pegamos o caminho de volta com muita chuva e neblina em alguns pontos. Mas valeu super a pena!

Viagem para Cananeia - SP

  • CONSIDERAÇÕES FINAIS

A cidade é bem gostosa para quem curte tranquilidade ou quer passar uns dias fora da rotina/agitação. Gui e eu gostamos muito de Cananeia, principalmente por ser tão histórica. Nós ficamos lá três dias e já achamos suficiente para conhecer o local, além de Ilha Comprida e Ilha do Cardoso. A viagem é barata porque hospedagem, comida e passeios são bem acessíveis. Dá para fazer tudo a pé na cidade e só precisa de transporte para as ilhas, mesmo. Só que precisa ter sorte e pegar dias de sol, porque quando chove não tem muito o que fazer. Achei que valeu a pena cada centavo, por isso trouxe a dica aqui!

Agora quero saber de vocês: curtiram o primeiro diário de viagem do blog? Já conheciam Cananeia? Comentem aí! E não se esqueçam de deixar dicas de outras cidades pra gente conhecer. Vamos adorar!

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5 comentários
  • Veronica
    dezembro 1, 2017

    Quero ir conhecer cananeia neste reveilon! Muito boa suas dicas 😉
    meu unico receio é por tratar se de reveilon estar super cheio, quero paz nessa virada de ano!

    Parabens pelo blog.
    Bjs
    Veronica

  • Karen Dantas
    março 2, 2017

    Adorei o Diário Ju…Nós vamos em uma turma grande dia 10/03… ECOTUR Ilhas… um biólogo aqui do IO USP que irá liderar, tenho certeza que será D+…assim que retornarmos te conto se houveram novidades… AH nós fizemos uma viagem de 7d para Bonito MS, uma turma de 11, fomos comemorar meus 5.0 lá, foi fantástico… Vá visitar Bonito assim que puder… Bjs

    • Juliana Duarte
      março 2, 2017

      Que legal, Karen! Boa viagem <3 Já adicionei Bonito à lista de locais que quero visitar hahah Obrigada *-*

  • susany oliveira
    janeiro 1, 2016

    Meu sonho é viajar assim como o de muita gente, coloquei como meta esse ano planejar uma viagem aqui mesmo pelo Brasil no meu Nordeste. Adoro cidades históricas, adorei as fotos.

    http://garotadosuburbio.blogspot.com.br/

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